Publique seu conto de terror gratuitamente com a Luva Editora


Olá!

Tinha compartilhado aqui no blog sobre A Antologia: III - A Hora Morta, o livro de contos de terror que a Luva editora vai lançar. Recebi um e-mail da editora com uma super novidade desse lançamento. Agora a publicação está totalmente gratuita para seus os participantes. Olha só uma parte do e-mail que eu recebi.

Existe antologia 100% gratuita? Sem armadilhas contratuais? Existe =)
"Uma nova forma de pensar parcerias." Esse não é simplesmente o lema da Luva Editora, ou um slogan, mas uma prática constante em nosso dia a dia. E, para provar que estamos decididos a priorizar a carreira de novos autores, a Luva Editora vai publicar – sem nenhum custo de inscrição ou investimento – a antologia III - A Hora Morta!!!! =) Para começar com chave de ouro, o livro será organizado em parceria com o autor Fernando Bins (Os Olhos do Condenado) e ainda contará com os astros Cesar Bravo (Ultra Carnem) e Rô Mierling (Diário de Uma Escrava), que participarão como escritores convidados.

Luva Editora

As inscrições para enviar os seus contos ainda estão aberta, tem até dia 9 de Julho de 2017 para se inscrever. Para saber todas as informações sobre A Antologia: III - A Hora Morta, indico que leia a publicação que fiz anteriormente, basta clicar aqui.


Resenha: Bella Máfia: Dinheiro se lava com sangue - Vitto Graziano



Titulo: Bella Máfia
Subtitulo: Dinheiro se lava com sangue.
Título Original: Bella Máfia - Dinheiro se lava com sangue.
Autor: Vitto Graziano
Gênero: Thriller Político/ Romance Policial
Fixa etária: Adulto
Editora / Selo: Luva Editora
Ano de Edição: 2017
Edição: 1
Volume: 1
Idioma: Português
Página: 387
Onde compra: Luva Editora

Sinopse: Sócio majoritário da maior mineradora do Rio de Janeiro, Salvador Lavezzo também é a cabeça por trás de um sofisticado esquema de narcotráfico no eixo Brasil-Suíça; contudo, vê sua fortuna ser ameaçada após a apreensão de dez toneladas de pasta base de cocaína no Mato Grosso. Investigado pela Polícia Federal e jurado de morte por seus superiores, Lavezzo terá 24 horas para virar o jogo a seu favor.

A beleza desta obra vem da organização da guerra. No sentido óbvio e explícito, por tratar-se de uma organização criminosa; hierarquizada, regulada por normas rígidas, disciplinares e voltada para o enriquecimento ilegal, mas também no sentido de tudo funcionar como um relógio; as mortes, as ameaças, as palavras, nada está fora do contexto; tudo é necessário lá onde acontece e lá onde aparece. Este livro é uma máquina de guerra, pontual como a engrenagem do fuzil, bem lubrificado como o tanque e delicado como a pólvora.
Não Contém Spoiler.

Este livro é uma Cortesia da Luva Editora.

Olá!

O cenário da história é o Brasil, mas preciso o Rio de Janeiro. Nesta história começamos a conhecer quem é Salvador Lavezzo. Primeiramente conhecemos várias vidas doutros personagens. Como o Tupinambá que é um assassino de aluguel, no início não dá para saber bem para quem ele está a fazer o seu serviço. Parecem histórias meio aleatórias, mas no decorrer da leitura se uni.

O autor sempre joga fatos, verdades nua e crua sobre a corrupção. Mostra não o crime no meio de pessoas pobre, e sim no meio de gente ricas e gananciosas. Sobre a história não tem como entrar em detalhes por que como disse são várias acontecimentos e personagens. Se eu tentar ir mais fundo sobre o que ocorre no livro vou a acabar a soltar spolier, e não quero isso.
"Pouco importa quem você é, mas sim o que pode fazer." - Página 70
É uma história demorada. O interessante do livro é que logo no início começa a acontecer ações intrigantes. Como, por exemplo, família de mafioso pagar por coisas que eles nem sabe. Pessoas sendo torturada e assassinada. Reunião dos mafiosos. E pessoas de grande cargos públicos sendo criminosos.

É um livro que tem que tomar cuidado ao ler. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, muitos personagens, idas e vindas de cenas. Isso faz com que a leitura seja um pouco demorada. Além dele ser meio confuso. São muitas informações, como várias peças de quebra cabeça solta, que vão começar a ser encaixar na metade do livro.

Podemos perceber também que o autor pesquisou bastante para escrever o livro. Pelas referências, pela criação dos fatos e personagens. A gráfica do livro está belíssima, além de completar a obra. No início do livro tem uma árvore de hierarquia dos personagens que é indispensável, ela ajuda o leitor a se guiar. Marcas de bala no final dos capítulos. Ilustrações ao decorrer do livro. E minidicionário no rodapé.
Por razões como estas que, ao ostentar a farda ou distintos, não viramos heróis, muitos menos vilões - somos apenas o que precisamos ser, meros atores neste teatro chamado de democracia. Boa Noite. - Página 51


Lavínia e a Árvore dos Tempos - Lucinei M. Campos


Título: Lavínia e a Árvore dos Tempos
Título Original: Lavínia e a Árvore dos Tempos
Autor: Lucinei M. Campos
Ilustração: Luciana L. Vannucchi de Farias
Gênero: Literatura infantojuvenil, Fantasia Literatura nacional.
Fixa etária: -
Editora: Independente
Ano copyright: 2014
Ano de Edição: 2014
Edição: 1
Idioma: Português
Página: 236

Sinopse: Imagine se você ganhasse de presente uma fada, para passar um ano humano inteirinho com você? Esse foi o presente de Lavínia, uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das meninas da sua idade.

Mas, e se essa fada também fosse um pouco diferente das fadas tradicionais, essas que a gente vê nos contos? Pois é, Lorivaldo é assim: uma fada homem , bem rabugenta, que detesta seres humanos e carrega como instrumento uma peixeira, ao invés de uma varinha.

E se você descobrisse que exitem outros seres que nunca havia visto antes? Goblins, faunos, boitatás, ninfas, curupiras, dentre outros, irão integrar essa aventura, aonde Lavínia se descobrirá em um mundo misterioso e mágico, que mudará a sua solitária vida. Dos galhos de uma imponente árvore, a Árvores dos Tempos, que dá pergaminhos no lugar de frutos, traços de que coisas misteriosas e em comuns há entre Lavínia e Lorivaldo e o mundo aos quais pertencem. 
Não contém spoiler. 

Este livro é uma cortesia do autor Lucinei M. Campos.

Olá!

Lavínia é uma menina de nove ano, quase dez. Vive com os seus pais, Lucas e Gisele. Ela odiava a sua vida escolar, os seus companheiros de sala a perseguia sem nenhum motivo. Só tinha um amigo e ele nem era da mesma escola. Léo morava perto da casa dela e sempre ia lá todas as tardes fazer companhia.

Numa noite Lavínia é acordada por Lorivaldo dizendo ser uma fada e que irá protege-lá por um ano. Porém não é qualquer fada. É uma fada que odeia humanos e que está com ela apenas como punição pelos seus crimes. Ao chegar ao mundo de Lávinia, Lorivaldo teve que mudar de: nome - ele chama-se Laus, mas na terra dos humanos ficou com Lorivaldo - , de aparência, voz e aderir novos costumes de alguma região do país. Lorivaldo foi escolhido para representar a região do norte.
 "...Não deseje vingança! Retira isso do seu coração, porque vingança tem enormes consequência, além de ser uma perda de tempo e de poder fazer você ferir muitas pessoas que pode na verdade não lhe conhecer direito e por esta razão te exclui! Até porque, ninguém é desprezado por todos. Sempre terá alguém que desejará ficar com você, ou por simplesmente não lhe conhecer, não dirá nada. Você terá que descobrir isso! Perceba as pessoas a sua volta e não somente a dor que algumas lhe trazem! Assim, você vai deixar de querer vingança!" - página 162
Lavínia têm personalidade forte. Vemos uma amizade pura e linda entre Lavínia e o Léo. Lorivaldo é bem longe duma fada dos contos de fadas que costumamos ouvir na infância, mas apesar de ser rabugento e grosseiro tem o seu encanto. Apesar da personalidade de Lorivaldo e Lavínia, ela sempre tenta se aproximar dele.

A história é cativante e a escrita do Lucinei é direta, rápida e envolvente. A narrativa é em terceira pessoa. Tudo se encaixa até mesmo o título. Os detalhes foram ao ponto certo, essenciais para o leitor mergulhar na história sem aquela sensação de que te detalhe desnecessário. Há vários personagens do mundo das fadas envolvidos na história. Mesmo assim senti falta de ser mais explorado o mundo das fadas, porém o livro tem continuação e quem sabe nele podemos conhece-ló melhor e principalmente descobrir novos mistérios e solucioná-los.

Outro detalhe é que a história toda se passa no Brasil, e a todo tempo utiliza as referências brasileiras, como por exemplo os mitos utilizados. Valorizado mais a nossa literatura. É chato quando um livro é nacional, se passa no Brasil, mas o autor todo tempo tenta americanizar. Amei ver que com esse livro é bem brasileiro mesmo.

Para descobrir por que uma humana ganhou uma fada para protege lá. Quais fora os crimes de Lorivaldo. Conhece os seres fantásticos dessa história, só lendo o livro mesmo. Haha' Não esqueça de deixar o seu comentário a baixo.

Sobre o Autor


Fonte da imagem: Allevents

Não conheço o autor pessoalmente, mas eu sigo ele nas redes sociais. É há duas coisas que eu admiro nele. Primeira, ele sempre está se comunicando e respondendo os leitores. Segunda, de vezes em quando entra no clima de fantasia do próprio livro (como na imagem acima).
Sobre o autor: Lucinei M. Campos é um jovem escritor, nascido em 16 de outubro de 1983. Ainda menino, criava ele mesmo as suas narrativas e personagens. Figuras já existentes ou inventadas por ele, ganhavam destaque nos rabiscos de uma criança que, mesmo timidamente, começava a mostrar as histórias arquitetados em sua cabeça. De lá pra cá, não largou mais a sua paixão de infância, e tem se dedicado, entre outras coisas, a expressar de forma mais madura a sua imaginação e versatilidade em obras que falam sobre figuras reais, folclóricas, religiosas, místicas, galácticas, que o público poderá apreciar a partir de agora.
Acompanhe o autor: Twitter - Instagram - Facebook do autor - Sbook

Review: A Cor do Leite - Nell Leyshon


Título: A Cor do Leite
Título Original: The Colour Of Milk
Autora: Nell Leyshon
Tradutor: Milena Martins
Gênero:  Ficção inglesa, Literatura Internacional.
Fixa etária: -
Editora: Bertrand Brasil
Ano copyright: 2012
Ano de Edição: 2014
Edição: 1
Idioma: Português
Página: 208

Sinopse: Uma história sensível de superação e coragem em 1831, uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. Mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. Seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. Contudo, quando é enviada, contra a sua vontade, ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, Mary comprovará que a vida podia ainda ser pior.

Sem o direito de tomar as decisões sobre sua vida, Mary tem urgência em narrar a verdade sobre sua história, mas o tempo é escasso e tudo que lhe importa é que o leitor saiba os motivos de suas atitudes.

'A cor do leite' apresenta a narrativa desesperada de uma menina ingênua e desesperançosa, mas extremamente perspicaz e prática. Escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. A jovem narradora intercala a história com suas opiniões, considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra.
*Não contém spoiler.

Olá!

Antes de você começar a ler sobre a minha visão da história, recomendo que você leia a sinopse acima. Decidir não escrever um resumo da história para não ficar repetitivo e, parti direto para a resenha.
" Mas tem vezes que a memória guarda coisas que a gente não quer nunca mais ouvir falar e não importa quanto a gente tenta tirar elas da cabeça. elas voltam. " 
História curta e que flui normalmente. Os Capítulos são divido pelas estações do ano, começando na primavera. É contada por Mary, uma personagem com o vocabulário bem grosseiro por falta de estudo, mas conseguiu aprender o suficiente para contar essa história. A narrativa é pessoal, como se ela estivesse escrevendo uma carta ao leitor. No inicio a narrativa pode não fazer sentindo, mas é esclarecida no final. 

Com uma história cruel e triste. Não acontece grande reviravolta. O ponto forte da história é o final, antes disso pode ser um pouco tedioso. É um livro bom para quem quer algo despretensioso. Apesar de se tratar de uma ficção que se passa no século XIX, não está longe da realidade. Há muito temas que estão presente até hoje na sociedade. Relatas assuntos como autoritarismo e machismo.
“o senhor não fica triste?, eu perguntei.

não por muito tempo.

nem eu, eu falei. tem umas vezes que eu tenho que ficar me lembrando que estou triste senão eu começo a ficar feliz de novo."
Não esqueça de comentar se já leu ou tem interesse em ler A cor do Leite. 

O que fazer em meio à guerra?

    Nós vivemos hoje em um mundo onde a vida do outro é completamente banalizada. Dói falar isso, mas nós literalmente não estamos nem aí para o que acontece no Oriente Médio, por exemplo. Você pode achar que eu estou sendo radical demais nessa fala, mas me responda uma pergunta: O que você fez hoje para conscientizar alguém de que precisamos salvar o mundo de um conflito generalizado? E é exatamente isso que eu quero discutir, precisamos de ações concretas, o mundo grita pavorosamente, implora nossa ajuda, e nós continuamos a explorar, até o dia em que esse conflito irá bater na nossa porta, e talvez seja tarde demais para fazer alguma coisa.
    É triste falar isso, mas a história que estudamos em livros parece cíclica, a forma que as guerras começam pelo mundo parecem semelhantes. Veja os EUA lançando mísseis contra países do oriente e matando civis, e ainda justificando estes atos como algo que "nos protege de uma ameaça maior". Em 2003 eles fizeram o mesmo durante a invasão do Iraque, a troco de que exatamente? Eles tentaram extinguir o grupo terrorista Al Qaeda, mas tudo que conseguiram foi apreender algumas armas (que até hoje nunca foram vistas), e dar forças para a criação de outro grupo extremista, o Estado Islâmico que hoje eles combatem.
    De fato, estes grupos extremistas precisam ser extintos, mas a forma com que as potências militares agem são realmente eficientes? Quantos civis são mortos todos os dias sem saber o que acontece ao seu redor? E nós só noticiamos estes fatos, nada mais. A compaixão para com o outro está acabando, e nós não podemos deixar este sentimento se esvair, precisamos lutar, se não for com armas que seja com o amor que nós temos, que seja com o altruísmo, que seja com tudo, menos com a indiferença.
    Soluções ainda não temos, infelizmente. Precisamos, para começo de conversa, conhecer aquele que sofre, e analisar o que ele realmente precisa, não podemos fazer com que esse tipo de notícia seja algo que não abale nossos sentimentos. Amar ao próximo como amamos a nós mesmos, um mandamento que hoje, mais do que nunca, precisa ser seguido ao pé da letra.