Instituições escolares à mercê da violência

Símbolo dos ideais Igualdade, Humanidade e Fraternidade, a França foi assolada nas décadas passada e retrasada, por uma onda de denúncias de violência ocorridas dentro de instituições escolares (cerca de 225 mil somente no primeiro trimestre do ano 2000). Na maior parte das vezes, praticadas por ex-alunos que objetivavam “acertar contas” com professores. A situação, não diferente das escolas brasileiras da contemporaneidade, forçou o Governo francês a criar o programa de emergência denominado “S.O.S. Professeur” (do Francês, S.O.S. Professor), utilizado para que professores que sofressem agressões físicas e/ou psicológicas de alunos e ex-alunos pudessem realizar queixas aos órgãos competentes. As medidas aplicadas, embora não totalmente eficazes no combate à violência escolar, auxiliaram países como o Brasil no enfrentamento ao problema.
Encomendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ao Instituto Data Popular, e divulgada na Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2014, uma pesquisa, que ouviu mais de três mil pessoas nas cinco regiões do País, apontou que os principais problemas nas escolas públicas brasileiras, não estão ligados à infraestrutura e ao orçamento, mas sim à segurança, ou melhor, à insegurança. O tema, estudado nos Estados Unidos desde a década de 50, ramificou-se e tornou-se complexo. Atualmente, está relacionado ao porte ilegal de armas e até ao narcotráfico. Mas afinal, como podemos combater os cenários de violência vivenciados por alunos e professores, em instituições que deveriam estar gerando exemplos para a sociedade? 

A solução para tal vicissitude encontra-se no próprio grupo familiar, que tem a obrigação de transmitir valores que não só estimulem o estudante ao aprendizado, como também o ensine a respeitar normas. Infelizmente, tal situação não ocorre na grande maioria das famílias brasileiras. O empobrecimento da comunicação entre pais e filhos é o principal fator fomentador de atitudes agressivas para além da porta de casa. 
De acordo com a psicóloga Iara Monteiro de Castro, especialista em Terapia de Casal e Família pela Universidade de Chicago, é fundamental que os casais discutam, antes de ter filhos, o modo como estes serão criados e educados. Afinal, além de amor, é essencial que os pais destinem tempo para dar atenção, disciplina e limites aos seus entes.


Mateus Roso

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