Ursinhos nem tanto coloridos assim

Fonte da imagem: Pixabay 


Regra básica: Só viado e sapatão pode chamar viado e sapatão de viado e sapatão. Essa animosidade, reciprocidade, comunhão dentro da comunidade LGBT é lindo e maravilhoso, o grupo mais colorido que existe na face da Terra.



Para os cis-héteros, ops, leigos, a sigla LGBT significa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis na sua forma mais pura, porque se inclui nesse grupo os assexuais, pansexuais, não-binários, um leque de diversidade sexual e de gênero. Mas nada que uma pesquisa no Google ou de campo resolva a sua dúvida caro leitor(a).


Depois dessa pequena descrição, voltemos a falar sobre o mundo colorido dos LGBTs, que diga-se por passagem que nem tudo são flores, tampouco o mundo do grupo é colorido. As pessoas que estão incluídas neste meio sofrem preconceito e discriminação de tudo que é lado, seja pela sua orientação ou pelo seu gênero. Mas daí sofrer isso tudo dentro do grupo é no mínimo inaceitável, de deixar qualquer um de queixo caído.



Primeiro a invisibilidade do B, os bissexuais, para o mundo e para a comunidade gay, são uma espécie de unicórnios, não existem na realidade, tachados apenas de uma fantasia. E o que falar do pessoal da identidade de gênero, que para a própria comunidade, não passam de pessoas que não aceitam seus gêneros impostos pela sociedade heteronormativa e por isso são desvalorizados. Isso porque ainda temos os assexuais, pansexuais, não binários, ô coitados, nem sequer existem, nem como mito. Mas não para por aí, o LG (lésbica e gay), a dupla icônica, de maior “visibilidade”, também dão seus escorregões e dos feios no preconceito.



Merecem até um parágrafo, porque vou te contar só Jesus na causa. Pra ser gay e lésbica, mas gay e lésbica mesmo, tem que ser padrão, tipo branco(o), gostoso(a), estiloso(a), rico(a), um quase ariano da vida ou uma Alex Vause ou um Lito Rodriguez da vida, ou melhor, da ficção. É potcha e gorda, não é aceita; é potcha e negra, humm...fica pra próxima porque não; é potcha e se veste como um homem, também não. Agora se é viado gordo e preto, não entra no vale; viado afeminado, não dá; é viado e não possui a beleza hollywoodiana, com certeza não é gay. 



Veja bem, como um grupo tão sofrido e discriminado pela sociedade pode fazer isso com os seus semelhantes? Pela ordem natural das coisas, o Vale dos Homossexuais deveria ser um lugar acolhedor, de proteção, de união para juntos combater o preconceito e se valer os direitos. Mas isso é para poucos, se não se encaixar nos padrões, lute por conta própria.



Eitha que voltei com textão, depois de duas semanas sem postar, culpa da internet. Então a crônica da vez foi recheada. Fiquem a vontade para comentar, criticar e compartilhar. Até a próxima darlings...



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